segunda-feira, 27 de julho de 2009

Desabafo Breve de Uma História Longa

Bem... Acho que vou bem nesse ritmo de 1 postagem a cada (mais ou menos) 1 mês. Nossa... Isso é que é preguiça de escrever! - Não! Esse blog tem intuito de ser apenas uma espécie de confessionário... Apenas umas pouquíssimas pessoas próximas sabem da existência do mesmo, pq não pretendo divulgá-lo. Então postagens regulares também não fazem parte dele, caso você o tenha encontrado por acaso e esteja esperando algo novo...

Aliás, seja bem-vinda à minha vida, Mari_Pepper! =)

Minha primeira leitora desconhecida, mas que é muito bem-vinda, assim como todos os outros que encontrarem o blog por acaso. Só não esperem por postagens regulares... No resto, podem dar opiniões e ler à vontade. Mas acho difícil que mais alguém ache esse meu cantinho semi-secreto por acaso.

Bom... Assunto de hoje... Coração.
Acho que só sei falar disso. Vai ver sou daquelas pessoas felizes que não dão valor nem reconhecem tudo o que tem ou então daquelas pessoas que vão viver tristes por um bom tempo da sua vida, por questão de sina.

Hoje uma paixão (não vou dizer amor por quê acredito que já banalizei demais essa palavra nos meus 21 anos e meio de vida) antiga estava triste. Conversando comigo pela internet, eu percebi isso. Querendo saber o nome de uma música romântica daquelas bem antigas (Richard Marx, pra ser preciso: Right Here Waiting) e tal... Insisti, insisti, insisti até que ela se abrisse, para que eu pudesse tentar ajudar.

Sempre houve uma amizade e uma confidência muito grande entre nós dois. Sempre acreditei que no fim das contas a gente ia acabar se esbarrando de novo e de novo, como sempre foi, até que um dia não teríamos como fugir um do outro. É, o mané errou de novo! Meus pensamentos sentimentalóides não me abandonam e eles são meu carma, disso eu sei.

Havia outra pessoa na vida dela (de quem eu já sabia há muito tempo) e digamos que ela resolveu abrir o armário e pôr alguns esqueletos pra fora. Bom... Não gosto de entrar em detalhes demais... A única questão nessa história toda que eu não consigo entender, não vejo motivo e nunca consigo mudar é uma posição que eu sempre tenho e tive também nessa situação:

Altruísmo.

_ Vai... Seja feliz... Fique com ele... Largue seu namorado, pense em você, você tem que ser feliz com quem te fizer feliz. - Palavras do seu querido autor idiota.

Se alguém algum dia puder me dizer pq eu mando tanto as pessoas serem felizes e pensarem em si próprias sem que eu mesmo pense em mim, sem que eu mesmo seja feliz e deixe o resto do mundo de lado de vez em quando... Por favor, me diga o pq. Ou como mudar. Qualquer um já ajuda...

Bom... Enquanto isso, continuo aqui, fantasiando mundos, vivendo histórias fantásticas, falando pelos cotovelos e guardando tudo que eu quero dizer de verdade. Dando conselhos e não ouvindo as minhas próprias palavras. Um dia, talvez, tudo irá mudar. Mas isso é só mais um dos meus sonhos imbecilóides e infantes...

Fiquem bem.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O mundo dá voltas... Sempre e sem parar.

Você já perdeu um amigo? Você tem noção do que é perder uma das poucas pessoas que importam pra você, de repente? E se você souber que essa pessoa tá viva, em algum lugar, mas você simplesmente não faz idéia de onde? Você sabe como isso dói? A maioria dos que conheço pode até dizer sim, mas a resposta verdadeira é não. Não sabe.

Eu já perdi um amigo assim. Meu melhor amigo de todos, o cara que me acompanhava em TUDO que eu fazia quando mudei de volta pra minha própria cidade e não reencontrei nenhum dos amigos antigos. Éramos "unha e carne" como as pessoas gostam de dizer. Convivíamos a semana inteira, no meio da semana no colégio, na educação física... No fim de semana na casa dele jogando video-game ou jogos no computador ou então no clube (que eu entrava ilegalmente mesmo não sendo sócio... Ahhhh! As transgressões inocentes das crianças!).

Certa vez brigamos, como acontecia com uma baixa frequência (pois éramos amigos muito próximos e isso acontece com amigos próximos). Mas ao contrário das outras brigas, essa não teve um desfecho comum, saudável, com apertos de mão e abraços... Essa foi uma briga trágica, que marcou muito a minha vida. As pessoas acham que exagero quando conto essa história, mas todas aquelas que acham um exagero apenas não me conhecem o suficiente. Pois meus pais, meu amigo-irmão (que hoje mora comigo) e todos os outros que me conheceram intimamente sabem o trauma que essa briga causou na minha vida.

O que teve de diferente nessa briga? Teve que, orgulho vai, orgulho vem, orgulho de cá, orgulho de lá, ninguém pediu desculpas e, algumas semanas depois, ele se mudou. Daí, nunca mais eu vi meu amigo, nunca mais falei com ele, nunca mais tive notícias, nunca mais tive uma palavra sobre ele... E isso doeu cada ano que se passou até hoje (pq até hoje? Explico no final).

Se tudo isso tivesse acontecido nos dias de hoje, nesses novos tempos modernos e tal... Nós provavelmente teríamos nos acertado pela internet, por mensagens de celular ou algo do tipo. Mas era uma época diferente... Nem Orkut o povo do Brasil sabia que existia direito! Agora, você acha que é fácil encontrar alguém que se muda pra Brasília (sem local específico), quando você tem uns 14 anos, SEM ACESSO à internet? (e antes do big bang da internet no Brasil também).

Não. Não é fácil. Como se diz num blog que eu frequento:"A vida é tensa e a net é loka, jaum". rsrsrs
Brincadeiras à parte, isso é dor no coração. E dor verdadeira. Não desejo isso nem para o meu pior inimigo, nem para o meu próprio algoz.

Você sabe o que é ter sonhos tão reais, mas tão reais que você chega a ACORDAR dentro do próprio sonho, achar que é tudo realidade, sentir uma felicidade maior que nunca sentiu, ter uma chance de pedir desculpas, de pedir perdão, de falar "como é bom rever você, velho amigo - senti sua falta" e de repente acordar e ver que era tudo um sonho por mais IDÊNTICO à realidade que fosse? ALGUÉM FAZ IDÉIA DO QUE É ISSO?

Eu faço. Isso aconteceu comigo durante todo esse tempo mais de uma vez. E doeu muito, lá dentro. E eu chorei copiosamente cada uma dessas vezes, do mesmo jeito que choro enquanto escrevo esse texto (e acabo de descobrir que o "quem sou eu" tem limite de caracteres!!!). Por isso digo que não desejo isso a ninguém.

Indo direto ao ponto... Hoje consegui encontrar meu amigo que há tanto não tinha notícias. Tenho tanto a falar pra ele,tanto a contar, todas as novidades, tudo que fiz no tempo que não nos falamos, tudo que cresci, que evolui... E tenho tanto a ouvir também... Além de um pedido desculpas a ser feito, adiado por mim desde o final de 2001. Entalado na minha garganta junto a toda a dor que essa separação me causou.

Muitos vão achar um puta exageiro, mas agora sim, eu creio que posso morrer feliz.

Rodrigo, que bom ver que você está bem!

20 de Junho de 2009. Um dia que eu não quero esquecer.

(copiado do meu profile do Orkut... Ainda dói um pouco escrever essa história [[sim, eu sou sentimentalóide]], daí copiar e ajustar foi mais fácil)

domingo, 8 de março de 2009

Ações Afirmativas

Estou realmente cansado de "ações afirmativas". Sabe o que é uma ação afirmativa? Ação afirmativa é quando se tomam atitudes, se criam datas comemorativas ou novas leis e normas para favorecer um grupo específico da sociedade que já foi vítima de alguma injustiça, preconceito ou semelhante.

Pois é... Estou de saco cheio dessa merda toda. É dia da mulher, dia do orgulho gay, dia da consciência negra, projetos de inclusão social, cota para negros, índios e pobres... Tô de saco cheio disso tudo mesmo.

Sabe pq? Pq eu sou a cara do demônio. Eu sou o rosto do inimigo. Eu sou, indiretamente, o odiado da história. O vilão. Aquele que tem a culpa por TUDO que não fez. Pq? Só pq eu sou homem, sou branco e de classe média? Só por causa desses detalhes que eu tenho que pagar pelo crime dos outros? Tenho que pedir desculpas em forma de parabéns e aceitação pra um monte de gente pra quem eu não fiz nada??? Sinceramente... É só um desabafo e pode não ser ouvido, mas... Raciocine um pouco... 

O dia das mulheres foi criado após uma tragédia numa fábrica onde várias mulheres morreram num incêndio. Triste. Mas apesar de ser homem, não fui eu o cara que as deixou lá para morrer. Cadê o dia dos homens?

As cotas raciais e o dia da consciência negra existem para "reparar" o preconceito racial que vem sendo sofrido pelas "minorias" do nosso país por anos e anos. Muito triste. Mas eu não sou o racista filho da puta que separa as pessoas pela cor. Cadê o dia da consciência branca?

O dia do orgulho gay existe para que os gays possam se confraternizar e mostrar suas caras na rua, para que possam calar a boca dos preconceituosos e se auto afirmarem como homossexuais. Legal, mas eu nunca afastei ninguém de mim por causa da sua opção sexual. Cadê o dia do orgulho hetero?

Eu sou de uma família de classe média. Sempre conseguimos levar uma vida boa graças a muitos sacrifícios, empréstimos, financiamentos e às custas da saúde do meus pais (principalmente do meu pai). Alguém se lembra disso? Que eu posso não ser pobre, mas para estar onde eu estou hoje, em uma boa faculdade, com uma condição de vida razoável, pagaram isso com a vida? Não. Mas existem cotas para os pobres nas faculdades agora. Eu nunca discriminei ninguém pelo nível de renda. Cadê as cotas pros trabalhadores e filhos destes?

Quero deixar claro duas coisas:

- Não é através de segregação e preconceito reverso que se atinge a igualdade;

- Não tenho nada contra grupo nenhum. Não tenho nada contra os negros, nada contra as mulheres, nada contra os gays, nada contra os pobres. Mas se eu não te der os parabéns em alguma data ou se eu não for a favor de cotas para nada, apenas entenda que eu não estou a fim de pagar pelos crimes dos meus antepassados.

Não quero pagar o preço pelo que eu não comprei.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Um Grande Salto para Um Homem, Nada que Interesse à Humanidade

Adivinhem? Mais uma madrugada insone, claro. Só que, curiosamente... Hoje eu estou meio que caindo de sono. A madrugada insone mesmo foi a de ontem.
Daí que essa postagem vai sofrer com um pequeno empecilho: Minha memória oscilante. Mas... Tentarei manter tudo com o máximo de detalhes que eu conseguir pescar.

Lembra aquela história toda sobre os amores que a vida traz até a gente e etc e tal? Pois é... Então, se derem uma revisadinha no post anterior, ou então se tiverem uma memória melhor que a minha vocês se lembrarão que eu tinha boas esperanças de estar perto dum novo e diferente... É... Ahn... Talvez possa dizer "amor".
Ok, assunto atualizado então vamos ao que interessa.


Quantas vezes na vida eu já me apaixonei por uma amiga? Não faço nem idéia, por que se fosse pra contar nos dedos, vai ver já teriam se acabado as mãos e os pés pra contar (quem me conhece há muito tempo sabe do que eu estou falando. rsrs). Mas assim... Não quero dizer que eu sempre fiquei a fim das minhas amigas. Não... Longe disso. Quero dizer que eu já fui vítima desse problema uma ou outra vez e que eu entendo muito bem tanto o lado "rejeitado" quanto o lado "rejeitador" da situação (e olha que tem história recente nisso. rs).
Porém, contudo, todavia, entretanto... Eu nem sempre sou um cara do tipo "satisfeito-e-concordando" e isso todo mundo já sabe, daí, reservo-me ao direito de estar CANSADO dessa parada de me apaixonar por pessoas tão próximas. Sério mesmo. Enche o saco. E o pior é que antigamente era coisa de moleque, de colegial... Aquelas boberinhas que não levam a nada, a não ser micos em sequência.
Agora a história mudou um bocado. Agora eu não sei mais como agir... Pq dessa última vez foi tudo dum jeito muito estranho e ao mesmo tempo, muito particular. As coisas se tornaram o que eu mais amo ser "Sui Generis".
E, sinceramente? Nunca tive problemas de confessar meus tormentos, fantasmas, medos e problemas, por isso em verdade, vos digo (rs): Eu estou carente, meloso, tenso pra caralho e à procura de alguém especial. Ou seja... Este probleminha de confundir as coisas é algo que tinha tudo pra acontecer. E... Tchan, tchan, tchan, tchaaaaaan... Aconteceu.

O q aconteceu? Bah... Vcs entendem muito bem o que aconteceu. Ela lá, eu lá também... A gente conversando, rindo um pro outro, brincando de brincadeiras idiotas que todo mundo brinca quando se está alcoolizado ou simplesmente não tem nada pra fazer... Velha história (e personagens um tanto quanto 'velhinhos' também. rs). E aí de repente eu me toquei. Saca, tipo lâmpada acendendo em cima da cabeça? PLIM! PUF! E tals.

Mas dessa vez eu estou pensando em agir diferente, talvez. Me comportar como um novo homem, ao invés de um menininho assustado, desarmado e tímido. E eu planejo, quando eu vou falar, quando eu vou chegar nela e tudo o mais... Mas porra, no fim eu penso, "peraí... E se isso significar que eu estou traindo a confiança dela?". Como assim? Bom, vai que ela pensa que eu me aproximei como amigo (esqueci de citar o agravante: amiga recente) só pra poder "dar em cima", entendem?
Pois é... E além disso, tem a minha timidez. A minha timidez inútil, pessoal e intransferível. Aquela que eu sempre dou um jeito de esconder ou disfarçar mas que sempre que eu preciso superar volta pra me derrubar. Então... É fácil resolver "tomar as rédeas" da situação. Agora, fazer isso é que são elas.
Agora eu estou nessa... De vou, num vou, faço, num faço, conto, num conto, beijo, não beijo, arrisco, não arrisco... E olha que eu nem tô pensando ainda no que se passa nas nossas cabeças... Ainda tô pensando apenas nas questões práticas. Se tudo der certo no meu próximo passo, provavelmente vou ter que me preocupar com aquela outra ferramenta que fica pulsando no meu peito e me arranja problemas constantemente. Mas, talvez isso seja um bom sinal, afinal, na minha camiseta está escrito em letras garrafais e vermelhas sobre um fundo preto "I HAVE ISSUES" e ela mesmo já me disse que é "problemática mesmo". Então... Vamos ver onde o seu querido (ou não) escritor vai parar. Tks all.

;)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Dos Amores Que A Vida Me Trouxe...




Só existe um único amor na sua vida que é eterno e verdadeiro e com quem você vai viver feliz até o final de suas curtas vidas... Mentira!

Não dá. Eu não consigo aceitar essa idéia simplesmente pq eu já estive em todos as faces dos dados. Já me vi amando alguém o suficiente para fazer QUALQUER coisa pra conseguir um leve sorriso da face de tal pessoa. Qualquer coisa MESMO. Já me vi amando o suficiente para perdoar por várias e várias e várias vezes coisas com as quais eu tinha uma política de ser intolerante. Mas das vezes que amei, por todas elas uma hora cheguei ao "ponto sem volta", ao "basta", ao "cansei". E quando eu não cheguei até tal situação, chegaram para mim...
E por todas as vezes eu chorei, sofri, lamentei. Mas no fim de todas elas eu me reergui, me reestabeleci e consegui seguir em frente. E amei novamente. E tudo voltou a ocorrer novamente.

Por isso que sou tão intolerante com essa coisa de um único amor pra vida inteira e blá blá blá. Minha opinião? Eu creio que existem várias pessoas com quem você poderia se dar muito bem nesse mundo enorme. E quando chegar ao fim de um relacionamento que era tudo pra você, não esqueça a receita básica: Se vc perdeu tudo, pode recomeçar do zero, contando com o aprendizado de seus velhos erros.
E, ainda falando de 2008... Pois é... Depois daquela história toda, que eu contei no post passado também houve um amor... Mais meteórico ainda. Que veio e em poucos instantes se foi. Mas que eu sei que significou muito pra mim e para ela. Pq eu a vi mudando (por minha causa, eu creio), pq eu a vi se tornando alguém de certa forma melhor para podermos ficar mais próximos, apesar da distância. Ahhh... Distância! Ah, maldito pedacinho de crosta terrestre que insiste em afastar dois corações! Cruel tu és, geocoisa que aparta aqueles que apenas querem estar juntos.
E sabendo que era algo importante pra mim, sabendo que no mundo dela também havia ocorrido alguma agitação com a minha aparição... Tentei, mesmo de longe, ser um abrigo pra ela (mesmo ela sendo do tipo que nunca precisou de tal coisa). Mas... Um dia a solidão fala mais alto e ela teve que sair desse "proto-relacionamento" por precisar de alguém mais próximo, de alguém que pudesse ouvi-la a qquer hora e cuidar de seu espírito. Alguém tangível.

Doeu? Claro. Mas foi da melhor maneira possível, pq ela cumpriu a promessa que tinha me feito de ser sempre sincera comigo. E agora? Bom.... Agora eu estou aqui, com o meu peito aberto esperando alguém para apaziguar meu coração, alguém que queira curá-lo. Espero não estar muito longe dessa pessoa... E apesar da péssima intuição, acho mesmo que não estou.
;)

see ya!

P.S.: e se eu tiver sorte, esse amor pode 
ser aquele que durará até o meu fim... Se não for,
espero que ao menos venha para somar. E 
vá sem deixar nenhum estrago.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Causa e Consequência



Pô... Durante essa última madrugada insone de frente pro computador uma amiga minha soltou um comentário do tipo "Vcs homens sempre estragam tudo" no messenger. Aí eu peguei meu ano de 2008 e associei várias coisas quase que instantaneamente:
- O término do meu namoro;
- E-mails encaminhados na minha caixa de entrada que li por acaso;
- Um "pé" que eu levei recentemente.

Nossa... Me segurei pra não ficar hiperputo da vida. Acho q só não grilei feio mesmo pq tava falando com uma grande amiga. Ainda bem que consegui raciocinar antes de apelar. Bom... Deixa eu explicar o pq desse quase-surto repentino...

Meu último namoro (e o meu relacionamento afetivo mais duradouro até hoje) me trouxe muita alegria, muita coisa boa e tal. Mas também provocou um desgaste tremendo tanto em mim quanto na minha ex. Sabe... Ela tinha essa mesma idéia de que homem nenhum presta, todo homem é f.d.p., todo homem trai, todo homem só quer farra e tal. E por causa dessa idéia o tempo todo eu tinha que tentar convencê-la de que eu era diferente, de que eu nunca trairia a sua confiança, de que eu realmente a amava (e como a amava, nuss!).
Então por essas e outras, nosso relacionamento esteve mergulhado em brigas, confusões, discussões, birras e choro durante boa parte de sua vida. Ela me tratava com indiferença pq aprendeu com sei lá quem, sabe-se lá onde que não podia dizer JAMAIS o que sentia para um homem, pq os homens eram isso e aquilo e aquilo outro também. Aff, que saco! Eu tentando de tudo pra ganhar um espaço no coração da mulher que eu queria pra sempre na minha vida, me entregando completamente, sacrificando, fazendo tudo o que podia e não podia e ela lá... Com aquele ar de tanto faz pq achava que homem nenhum prestava. Cara... COMO EU ODEIO esse estereótipo.
Daí... Os meses se passaram e eu lá, na luta. Ralando pra ganhar um espacinho, um sorrisinho, um abraço sincero ou apelo menos umas palavrinhas que viessem do peito. E desde esse tempo que eu era "gelado" por ela eu já dizia:
"Uma hora eu me canso."
"Todo mundo entrega os pontos uma hora."
"Ninguém sofre pra sempre quieto."
E... Ela não ouviu. Chegamos a ter épocas boas como eu disse... Mas as brigas eram mais constantes do que o carinho e, conforme tinha cansado de avisar, um dia me cansei. E terminei, mesmo não sendo aquilo que meu coração queria. Lutei contra e matei um sentimento profundo e verdadeiro. E... Tudo começou a ruir por causa daquela idéia fixa na cabeça dela de que homem não presta, de que não se deve entregar ao que se sente e todas essas baboseiras que uma porrada de gente insiste em pregar.

Agora vem o e-mail. Poderia ser só mais um daqueles e-mails encaminhados que ninguém tem paciência de ler e todo mundo acaba excluindo mas, sei lá pq cargas d'água resolvi ler justamente esse.
Ele justificava as mulheres que farream, vivem na noite de balada em balada, ficam com sei lá quantos caras e num sei mais o quê contando a história de uma moça lá que tinha se apaixonado por um cara e movia três mundos por ele e dae, um dia sem mais nem menos, ele ferrou com ela. Daí ela ficou magoada, triste, desiludida e caiu na night. E no tal e-mail defendia-se a teoria de que TODA garota/mulher/coroa que vivia assim era pq em algum ponto da vida tinha passado por uma história parecida. Aff... Psicologia baratíssima... Pior que a minha. MUUUUITO nonsense.
Achei engraçado pq eu já conheci muitas garotas de balada que nunca passaram por desilusões assim mas isso não foi o mais importante. O mais importante foi que eu fui lembrar do outro lado da história. Do meu lado. Do lado dos homens.
Cara... E a gente? Será que não existem vários caras que levavam a vida na base do romantismo e sofreram um choque/trauma desse? Pois é. Eu mesmo estava nessa situação. Fugindo de todo caso mais ou menos fixo, de qquer vestígio de compromisso e de qquer razão que pudesse surgir pra me envolver com alguém mais seriamente por causa de um trauma de uma relação em que mergulhei de ponta e poderia ter durado por muitos e muitos anos mas não o fez.

Esquecendo a namorada... Fica com uma garota aqui, outra ali. Festa acolá, feriados ali, etc, etc. Sem maiores detalhes por agora. O que importa é que cedo ou tarde eu acabaria gostando de alguém e me envolvendo mais do que eu pretendia. Pois é... Aí entra a outra parte curiosa da história: Uma dessas garotas aprontou altas pra me conquistar, até aprendeu a ser mais meiga do que era antes. E uma hora eu acabei cedendo... Acreditando em tudo que ela me falava, que realmente tinha algum sentimento naquelas palavras... E me envolvi. Comecei a gostar dela, a querer ela por perto, a esquecer todo o resto que tinha na minha cabeça. Adivinha como acabou? Pra calar a boca de qquer um que defende a teoria de que toda mulher é vítima: Ela me dispensou sem maiores motivos ou explicações e sem a mínima expressão de remorso ou tristeza no rosto (depois de tudo que tinha feito pra ficar comigo), tradução: Um PÉ FENOMENAL.

Por isso que eu continuo tendo NOJO desse estereótipo de que nenhum homem presta. Na boa? Ridículo mesmo.

Well... See ya!